Um destes dias aceitei o desafio de um amigo meu, que me deu uma lista em que tinha de atribuir músicas a 100 situações, pessoas, lugares, lembranças, etc. Depois de muito reflectir, lá fiz a lista e no final de ele a analisar não pode deixar de rir com as músicas que eu tinha atribuído a minha fase da infância (como 1º música que ouvi; uma música de uma banda que ouvi muito quando era pequenina, etc). Achava ele que eu ia pôr coisas como Britney Spears, Madonna, e outras cantoras pop. Mas em vez disso apareceram nomes como Nirvana, ACDC, Limp Bizket, Guns N' Roses, James, Staind, e por aí adiante.
Ora a razão para uma miúda de palmo e meio ouvir destas coisas tem uma explicação muito plausível:
Quem tem irmãos, sejam mais velhos ou mais novos, sabe bem como o factor influência funciona nesta relação de amor-ódio. Normalmente os mais novos tendem a imitar os mais velhos, fazendo com que parte do seu crescimento seja influenciada pela personalidade do irmão/irmã.
No meu caso só tenho um irmão, que é mais velho nove anos. E isso explica muita coisa, como o facto de o meu brinquedo preferido de todos os tempos ser uma miniatura de um Wolksagen Passat (adorava saber o paradeiro actual dele), andar sempre a jogar à bola até inícios da adolescência e, consequentemente, as minhas escolhas musicais supra-citadas.Acabamos sempre por ser contagiados pelos gostos um do outro.
Uma coisa é certa: prefiro mil vezes ser a irmã mais nova do que o contrário. A paciência do meu irmão ao longo destes anos todos para comigo devia ser a próxima coisa a ser beatificada.
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